terça-feira, 5 de março de 2019

Onde o amor dói

Cientificamente dizem por aí que o amor é uma série de reações químicas que acontece no nosso cérebro. Um complexo fenômeno neurobiológico que gera sensações no nosso organismo.
Em mim, esse tão complexo fenômeno, gera uma sensação estranha no coração. O amor ou a dor de amor – no fundo os efeitos são os mesmos - faz parecer que a parte mais ao topo e a parte mais abaixo desse órgão alterne em sensações de frio congelante e calor tropical em questão de microssegundos. Tudo isso acontece enquanto pequenos operários vestindo macacão laranja e completo equipamento de EPI se revezam dando marretadas na parte do meio em ritmo constante e relativamente acelerado.
É fato que o cérebro controla tudo, mas o que tem o coração a ver com isso? Seria, portanto uma construção social associarmos o amor ou a dor de amor ao coração ou onde achamos que é o coração? Tal construção social nos faria sentir lá dentro do peito as sensações dessas reações neurobiológicas chamadas genericamente de amor?
Se for, quero me desconstruir nessa questão, não tem graça sofrer de amor dentro do peito. Sofremos sozinhos dessa forma, não é fácil de explicar e ninguém vê seu sofrimento.
Prefiro sofrer de amor na perna esquerda! Tá decidido, a partir de agora vou reprogramar meu cérebro pra sofrer de amor na perna canhota. Primeiro, não sei chutar de esquerda mesmo. Segundo, vou andar mancando e quando me perguntarem o que aconteceu vou falar da saudade de você, assim todo mundo vai saber e eu vou ter uma desculpa pra falar disso com as pessoas. Mas o mais importante é q espero te encontrar ao acaso e sei que ao me ver coxo você vai se preocupar e aí vou poder te explicar os motivos do meu andar torto por aí.

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