quinta-feira, 14 de abril de 2011
Sobre o futebol e a idade
Já se foi o tempo em que eu acompanhava o futebol com gigantesco afinco, assistia desde o campeonato nacional turco, à 3º divisão carioca e ia ao Brunão acompanhar o veterano Adãozinho brilhar no Ramalhão. O tempo passou, as obrigações cresceram e minha paixão foi colocada um pouco de lado, mas hoje enquanto via os melhores momentos dos jogos das champions(não tenho tempo nem de acompanhar o jogo, que vergonha) me emocionei de novo, senti aquele arrepio que dá na espinha quando se ouve a torcida do seu time cantar, me emocionei como no último jogo da Segunda Divisão do Campeonato Paulista de 2001. Na época, tinha 11 anos, era um domingo ensolarado, e no estádio eu entrei correndo, passando a catraca ao mesmo tempo que meu pai, para não pagar o meu ingresso, o jogo já tinha começado quando encontramos meus tios e meu padrinho, foram 90 minutos de sofrimento, 90 minutos de um empate sem gols com o Ituano, que faria com que os dois times perdessem a vaga para o acesso, foram noventa minutos de suor, amendoins, doces, refrigerantes, palavrões e a mais pura tensão, até que o juiz, creio que era o Paulo César de Oliveira, aos 46 do segundo tempo, com uma coragem de se admirar marca penâlti, acho que no grande Sandro Gaúcho, o veterano craque do time Adãozinho, que ganhou destaque nacional com o surpreendente São Caetano de 2000 (grande rival do Ramalhão), bate e converte, colocando o Ramalhão na segunda posição do campeonato e garantindo a vaga na primeira divisão do próximo ano. Para mim não importava que o Santo André ficou em segundo, depois do penâlti eu não vi mais nada, o jogo acabou e eu quereria invadir o campo, mas meu pai não deixou. A emoção que senti naquele dia é semelhante a que senti acompanhando os melhores momentos da Champions, ao ver o Señor Raul brilhar contra a Inter, no pouco badalado Shalke 04, dando uma assistência incrível e deixando o Júlio Cesar a ver navios assim como fez Sandro Gaúcho, na final da Copa do Brasil em 2004, em pleno Maracanã. E o que eu posso dizer de Ryan Giggs, o gentlemann de Manchester joga com uma classe admirável, o cara tem 37 anos e decidi um jogo de Champions, fora a paixão que ele tem pelo clube que defende desde os 13 anos. Esses senhores do futebol me encantam. É engraçado como me deleito com Giggs, Raúl, Seedorf e Rogério Ceni(não podia deixar de citar). Me encantava com Zizou, ainda tenho esperanças no Rivaldo e como sentia pena de Romário, Ronaldo e Roberto Carlos, ou até do próprio Ronaldinho, que no flamengo, em questão de talento não chega nem aos pés dele próprio há alguns anos atrás e na vontade ele finge que tem mas tem muito menos (e bota muito nisso) do que os cinquentões e sessentões do time do meu pai que disputam o Campeonato interno do clube, pagando e não recebendo para jogar.
Assinar:
Comentários (Atom)