A temporada começou bem,
a equipe estava encaixadinha,
mas o que se viu foi um fracasso retumbante.
De repente surgiu você,
incendiando e bagunçando tudo,
jovem promessa jogando do lado esquerdo.
Tem concorrência pela vaga,
mas a torcida empolgou
e o treinador tá querendo apostar.
sexta-feira, 9 de novembro de 2018
segunda-feira, 29 de outubro de 2018
Era líquido!
Achei que era sólido.
Era líquido,
uma fartura líquida,
que me fez pensar ser sólido.
Incontáveis litros que se esvaíam pelas mãos.
Tentei fazer as mãos de conchinha,
Igual moleque jogando bola na rua,
tomando água de mangueira.
Não deu.
Era líquido,
uma fartura líquida,
que me fez pensar ser sólido.
Incontáveis litros que se esvaíam pelas mãos.
Tentei fazer as mãos de conchinha,
Igual moleque jogando bola na rua,
tomando água de mangueira.
Não deu.
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
Meu lugar no mundo
Tem mar limpo e boteco sujo com samba de roda.
Tem os amigos, poucos e bons.
Cerveja barata, tranquilidade e pôr do sol.
Dias quentes e chuvas intensas.
Café da tarde na casa da vó.
Zelo de mãe, camaradagem do pai,
Soneca e jantar à dois.
Dormir abraçado, preguiça e marasmo.
Cafuné, coca-cola e um som legal.
Criança, cachorro e idoso.
Pastel de feira e pastel de nata.
Tem os amigos, poucos e bons.
Cerveja barata, tranquilidade e pôr do sol.
Dias quentes e chuvas intensas.
Café da tarde na casa da vó.
Zelo de mãe, camaradagem do pai,
Soneca e jantar à dois.
Dormir abraçado, preguiça e marasmo.
Cafuné, coca-cola e um som legal.
Criança, cachorro e idoso.
Pastel de feira e pastel de nata.
segunda-feira, 15 de outubro de 2018
Terra no bolso
Achei terra no meu bolso.
Lembrei de quem colocou lá,
lembrei da época boa,
daquele tempo que eu achei que tinha esquecido.
Lembrei de quem colocou lá,
lembrei da época boa,
daquele tempo que eu achei que tinha esquecido.
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
Discurso sobre mim mesmo
Na quarta-feira passada coloquei meu celular pra despertar as 7:30, mas acordei pouco antes das 6 da matina. Logo eu que nunca curti muito acordar cedo, nas últimas semanas to sentindo um genuíno prazer em despertar ainda antes do sol. Fiquei preguiçoso na cama e tirei esse tempo pra refletir sobre o fato de eu estar curtindo acordar cedão e sobre outras paradas que estão acontecendo comigo ultimamente. Será que estou de fato virando um tiozão, como eu sempre suspeitei que eu sou?
Nessa uma hora e meia de pensamentos aleatórios eu consegui chegar a uma conclusão minimamente racionalizável. Resumindo, eu estou feliz pra caramba, mais do que isso, eu sou feliz pra caramba e digo sou porque, apesar de ser um estado que hora ou outra será abalado, exceto se alguma tragédia acontecer, não consigo me visualizar triste por muito tempo com alguma situação que não seja extrema.
Minha felicidade está muito atrelada à quem eu sou, ou seja, pensando em mim mesmo, eu sou exatamente o cara que eu quero ser. Na moral, eu tenho muito orgulho de mim mesmo e penso que, se eu não fosse eu, queria ser meu amigo, de alguma forma, com certeza iria querer me ter por perto. Obviamente ainda tem coisas que eu quero alcançar, como ter a minha casa, aprender a tocar uma viola, me alimentar melhor, voltar a morar perto do mar (ou pelo menos ir mais até ele) e talvez comprar uma prancha de surf que eu vou acabar vendendo na internet depois de mais de três anos sem uso, mas vejo essas coisas perfeitamente tangíveis. Não quero parecer aqui que to me achando, troquei essa ideia com alguns amigos antes de escrever de fato isso aqui e fiquei com certo receio de publicar essas brisas que venho tendo, mas queria que absolutamente todo mundo que eu conheço ou não se sentisse assim também, ou seja, não quero parecer prepotente ou coisas do gênero, tenho ainda muito que aprender e viver, mas desejo que todo mundo se sinta igual eu venho me sentindo ultimamente.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Nice Day
Dormir abraçado
Acordar não muito cedo.
Tomar um café da manhã bacana.
Ir atrasado trabalhar, mas nem ligando pra isso.
Beber um monte de café.
Me inscrever num curso legal.
Conhecer um café bacana.
Comer brigadeiro de amedoim.
Sair do trabalho e encontra-la sorrindo.
Beijar.
Bater papo.
Pegar ao acaso um livro sobre os 1000 lugares que eu devo conhecer antes de morrer.
Sonhar com essas viagens enquanto tomo sundae no Habibbs depois do trabalho.
Assistir um filme bacana no cinema.
Sentir uma mão quente e macia durante o filme.
Ver um belo sorriso na penunbra do cinema. Tímido e bonito
Passar quase esse tempo todo em excelente companhia.
Sair do cinema e ver que a noite está bem clara e bonita, que mesmo estando em São Paulo, o céu está de praia.
Sentir um vento frio gostoso.
Dar um beijo de tchau.
Pegar o trem e o ônibus pra casa e me deleitar em um bom livro.
Entra na rua de casa e ver uns moleques jogando futebol no fim da rua. Estão de férias
Nostalgia.
Chegar em casa
Telefonar.
Tomar dois Yakults escondidos.
Continuar com a leitura do ônibus e do trem.
Descer pegar uma cerveja e toma-la deitado na cama enquanto leio.
Não trocar de roupa.
Sentir o mesmo vento frio, só que dessa vez entrando pela janela.
Dormir.
Puta que pariu, que dia bom!
Acordar não muito cedo.
Tomar um café da manhã bacana.
Ir atrasado trabalhar, mas nem ligando pra isso.
Beber um monte de café.
Me inscrever num curso legal.
Conhecer um café bacana.
Comer brigadeiro de amedoim.
Sair do trabalho e encontra-la sorrindo.
Beijar.
Bater papo.
Pegar ao acaso um livro sobre os 1000 lugares que eu devo conhecer antes de morrer.
Sonhar com essas viagens enquanto tomo sundae no Habibbs depois do trabalho.
Assistir um filme bacana no cinema.
Sentir uma mão quente e macia durante o filme.
Ver um belo sorriso na penunbra do cinema. Tímido e bonito
Passar quase esse tempo todo em excelente companhia.
Sair do cinema e ver que a noite está bem clara e bonita, que mesmo estando em São Paulo, o céu está de praia.
Sentir um vento frio gostoso.
Dar um beijo de tchau.
Pegar o trem e o ônibus pra casa e me deleitar em um bom livro.
Entra na rua de casa e ver uns moleques jogando futebol no fim da rua. Estão de férias
Nostalgia.
Chegar em casa
Telefonar.
Tomar dois Yakults escondidos.
Continuar com a leitura do ônibus e do trem.
Descer pegar uma cerveja e toma-la deitado na cama enquanto leio.
Não trocar de roupa.
Sentir o mesmo vento frio, só que dessa vez entrando pela janela.
Dormir.
Puta que pariu, que dia bom!
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Tentando viver um sonho!
Sempre tive vontade de começar uma coleção de camisas de futebol, e esse ano, graças a minha namorada, que, mesmo não entendendo porque que em toda data especial (aniversário, Natal, aniversário de namoro, etc...) eu peço alguma camisa de futebol, me deu quase todas de presente. Não são muitas camisas, mas eu já considero uma coleção.
Na verdade eu nunca entendi muito bem porque queria tantas camisas de futebol dos mais variados times e porque gasto dinheiro com elas, mas ontem tudo se esclareceu.
Na terça feira, um dia após o anúncio do prêmio Bola de Ouro da Fifa na Suiça, não é que eu vejo de longe, na estação Sé do metrô de São Paulo nada mais, nada menos que os dois melhores jogadores de futebol do MUNDO, THE ALL FUCKING WORLD.
Na premiação da FIFA, Messi levou o prêmio de melhor jogador do mundo e C. Ronaldo, seu principal rival na disputa de melhor do mundo, nem apareceu. Lionel nem votou em Ronaldo como um dos três melhores e creio que um não gosta muito do outro.
Mas o Lionel Messi e Cristiano Ronaldo do metrô estavam trocando idéia, esperando o metrô que vai sentido Corinthians-Itaquera e pareciam bem parceiros. Andavam bem de boa, ouviam funk bem alto no celular, estavam usando boné (mesmo assim era perceptível que tinham cabelos crespos e raspados) e calças largas, de tactel.
Esse C. Ronaldo provavelmente não passou as férias nas Ilhas Maldivas nadando com golfinhos (http://globoesporte.globo.com/platb/donas-do-campinho/2011/12/27/cristiano-ronaldo-nada-com-golfinhos/), e nem o Messi com sua família em Rosário na Argentina, ao lado de seu primo que também é jogador de futebol (jogou no Flamengo) (http://globoesporte.globo.com/platb/donas-do-campinho/2011/12/26/messi-aproveita-a-familia-em-rosario/). Provavelmente esse C. Ronaldo e esse Messi não tiveram férias e se tiveram passaram aqui em São Paulo mesmo. Além disso, Messi é nascido e criado na Zona Leste da capital paulista, sendo que seu primo é dono da boca.
Os salários dos astros que andam de metrô provavelmente é cerca de mil reais(quase igual aos astros de Madrid e Barcelona: CR7 recebe cerca de 2,3milhões de reais por mês e Messi 2 milhões), e suas namoradas provavelmente não são muito parecidas com Irina Shayk (modelo russa) ou com Antonella Roccuzzo (estudante argentina de fisioterapia?, acho que é isso que ela estuda). Na verdade o CR7 do metro namora com a Jenniffer (moradora da Vila e atendente da ótica) e Messi namora com a Girlene (descente de migrantes nordestinos, estuda no Ensino Médio, mora numa outra Vila e o Messi vai visita-la de trem ou com a moto do seu primo).
Esse episódio me fez entender o porque eu e tantos outros gostamos tanto de materiais esportivos dos grandes clubes de futebol e porque gastamos tanto com isso e porque existe um mercado paralelo gigantesco desses produtos que nunca deixará de existir.
A verdade é que ao vestirmos uma camisa com o nome, ou só com o número de um ídolo atrás. Uma camisa igual à que ele utiliza em uma partida - mesmo que fabricada com um material diferente, de baixa qualidade - estamos fantasiando, sonhando acordado, deixando de ser nós mesmos e vivendo só um pouquinho a experiência maravilhosa que deve ser poder fazer tudo, ter o mundo a seus pés correndo atrás de uma bola, se divertindo, jogando futebol e viajando.
Compramos camisas de futebol para podermos viver esse sonho.
Na verdade eu nunca entendi muito bem porque queria tantas camisas de futebol dos mais variados times e porque gasto dinheiro com elas, mas ontem tudo se esclareceu.
Na terça feira, um dia após o anúncio do prêmio Bola de Ouro da Fifa na Suiça, não é que eu vejo de longe, na estação Sé do metrô de São Paulo nada mais, nada menos que os dois melhores jogadores de futebol do MUNDO, THE ALL FUCKING WORLD.
Na premiação da FIFA, Messi levou o prêmio de melhor jogador do mundo e C. Ronaldo, seu principal rival na disputa de melhor do mundo, nem apareceu. Lionel nem votou em Ronaldo como um dos três melhores e creio que um não gosta muito do outro.
Mas o Lionel Messi e Cristiano Ronaldo do metrô estavam trocando idéia, esperando o metrô que vai sentido Corinthians-Itaquera e pareciam bem parceiros. Andavam bem de boa, ouviam funk bem alto no celular, estavam usando boné (mesmo assim era perceptível que tinham cabelos crespos e raspados) e calças largas, de tactel.
Esse C. Ronaldo provavelmente não passou as férias nas Ilhas Maldivas nadando com golfinhos (http://globoesporte.globo.com/platb/donas-do-campinho/2011/12/27/cristiano-ronaldo-nada-com-golfinhos/), e nem o Messi com sua família em Rosário na Argentina, ao lado de seu primo que também é jogador de futebol (jogou no Flamengo) (http://globoesporte.globo.com/platb/donas-do-campinho/2011/12/26/messi-aproveita-a-familia-em-rosario/). Provavelmente esse C. Ronaldo e esse Messi não tiveram férias e se tiveram passaram aqui em São Paulo mesmo. Além disso, Messi é nascido e criado na Zona Leste da capital paulista, sendo que seu primo é dono da boca.
Os salários dos astros que andam de metrô provavelmente é cerca de mil reais(quase igual aos astros de Madrid e Barcelona: CR7 recebe cerca de 2,3milhões de reais por mês e Messi 2 milhões), e suas namoradas provavelmente não são muito parecidas com Irina Shayk (modelo russa) ou com Antonella Roccuzzo (estudante argentina de fisioterapia?, acho que é isso que ela estuda). Na verdade o CR7 do metro namora com a Jenniffer (moradora da Vila e atendente da ótica) e Messi namora com a Girlene (descente de migrantes nordestinos, estuda no Ensino Médio, mora numa outra Vila e o Messi vai visita-la de trem ou com a moto do seu primo).
Esse episódio me fez entender o porque eu e tantos outros gostamos tanto de materiais esportivos dos grandes clubes de futebol e porque gastamos tanto com isso e porque existe um mercado paralelo gigantesco desses produtos que nunca deixará de existir.
A verdade é que ao vestirmos uma camisa com o nome, ou só com o número de um ídolo atrás. Uma camisa igual à que ele utiliza em uma partida - mesmo que fabricada com um material diferente, de baixa qualidade - estamos fantasiando, sonhando acordado, deixando de ser nós mesmos e vivendo só um pouquinho a experiência maravilhosa que deve ser poder fazer tudo, ter o mundo a seus pés correndo atrás de uma bola, se divertindo, jogando futebol e viajando.
Compramos camisas de futebol para podermos viver esse sonho.
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